Triste. Trágico. Doloroso. Mais, muito mais do que as palavras traduzem.
Mas, além de toda dor, agora aparecem as pessoas que prevêem o passado
com todas as soluções para todos os problemas operacionais dos aeroportos.
Aparecem as emissoras pautando que Congonhas deveria permanecer fechado, em sinal de luto, como se o país e/ou o mundo pudessem parar ou, se pudessem, como se isso resolvesse..
Outras ainda, se recusando a desejar que seus milhares de telespectadores tenham um bom dia ou uma boa noite, como se isso significasse luto.
Aparecem as pessoas condenando a pista, a empresa, a pessoa, com base nos laudos que não começaram a ser feitos.
Aparecem parentes que, no auge do desespero, não conseguem perceber que a empresa está tão perdida quanto eles - pois não é possível que a perda de tantas vidas seja algo puramente comercial, que não tenha assustado e chocado também os donos da companhia, os concorrentes, os dirigentes do país, o mundo, que sei eu??
Aparece quem sabe tudo de desastre, urubus em solo, como se já não bastasse toda tragédia.
Em verdade, somos todos vítimas.
Mas há que sobrar consciência em alguns para que o certo sobressaia e apague o sensacionalismo.