segunda-feira, maio 14, 2007

NÃO BASTA REZAR

Boletim Carta Maior - 14/05/2007

"Discurso do Papa pode afastar comunidade católica, dizem feministas

Vinda de Bento VI ao Brasil esquentou a polêmica sobre a descriminalização do aborto. Na avaliação de entidades feministas, a posição conservadora do pontificado pode aumentar a distância entre a teoria e a prática entre os fiéis católicos."

Taí uma discussão improfícua, não?
Penso, (e olha que não sou muito disso não...) que não é papel da igreja pontificar sobre o aborto.
De se estranhar, seria se o papa e seus seguidores fossem favoráveis.
Melhor mesmo que a igreja fique à margem e deixe a discussão para as camadas que de fato possam resolver essa delicada questão.

8 comentários:

Eduardo disse...

Se o papa fosse favorável aí sim ele seria o mais pop dos papas!

Fábio disse...

Discordo...independente da fé, em um assunto como esse não se pode omitir. Porém, com tantas mazelas na saúde pública brasileira será que a questão sobre o aborto deveria ser encarada como prioridade?

ACANTHA disse...

O papa não é pop, EDUARDO... Definitivamente, não.

ACANTHA disse...

Que bom termos opinião diversa, FÁBIO. A mesmice é cansativa e atrasada. Mas como a opinião da igreja é sobejamente conhecida, continuo achando que ela (a igreja)deve se manter fora da pauta.
E, 1,1 milhão de abortos clandestinos por ano, no Brasil, me parecem mazelas suficientes a serem discutidas, até pela saúde pública...

fábio disse...

Acantha, segundo o Ministério da Saúde, seriam 1,4 milhões de abortamentos espontâneos/inseguros, tais números seriam baseados em pesquisa pela OMS, porém nem a OMS ou a Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), confirmam tais números,sendo que estas entidades afirmaram não realizar qualquer estudo ou investigação sobre aborto no Brasil; além de não terem conhecimento algum de tal estudo. Será que não existe algum lobby ai? Claro que a questão do aborto é um ponto de difícil discussão, tal tema está na esfera da Bioética e acho que a população brasileira não deve fugir deste debate. Infelizmente, não vejo por parte das feministas e nem da população brasileira, cobrarem nossas autoridades para que o Brasil tenha um sistema público de saúde decente.

ACANTHA disse...

Vê como o assunto é complexo, FÁBIO? Ao menos para mim.
Quanto às feministas, já disse que não faço parte do grupo.
E, embora no bloco do "eu sozinha" ou "eu e mais uns poucos", SEMPRE cobrei.
Mas não há como exigir da grande maioria da população "inculta e bela", que troquem uma cesta básica anual, pela luta em busca de direitos permanentes...

Jens disse...

Para quem tem dinheiro o aborto já está descriminalizado há tempo.
Os pobres, bem... os pobres recorrem aos açougues clandestinos, à vizinha entendida, agulhas de tricô, chás abortivos e outros recursos abomináveis.
O fato da Igreja ser contra não altera esta situação, pelo contrário, contribui para perpetuá-la.
Melhor seria o silêncio.
***
Passa lá na Toca. Tem um convite para participares de um meme - é curtinho, vap-vupt.
(Putz, só agora lembrei que és uma iconoclasta e, com o convite, abri uma brecha para ser vítima do teu humor corrosivo. Piedade, Alteza, piedade...)

ACANTHA disse...

Passei, querido súdito JENS...